Fotografia Fine Art: Equipamentos Parte 2

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A fotografia e seus (muitos) equipamentos. Vimos na primeira parte que a escolha da câmera e das lentes é algo muito pessoal e precisa ser avaliada de acordo com a necessidade de cada artista, na ocasião foram listados alguns detalhes que precisam ser observados na hora da compra e agora vamos continuar com mais algumas dicas. Hoje falaremos sobre iluminação, computadores/softwares e impressão.

 

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Iluminação: quando pensamos sobre um assunto ou elaboramos um projeto fotográfico uma das decisões mais importantes a se fazer é a relacionada à luz, por um motivo óbvio: fotografia é luz. Podemos optar por iluminação natural ou artificial e ainda a combinação de ambas. Iluminação natural é luz do dia. Temos que pensar na movimentação do sol, do nascente ao poente, ou eventualmente na “falta” dele por causa das nuvens. Pode ser ao ar livre ou aproveitando aberturas como portas, janelas ou claraboias. Iluminação artificial vai desde o flash embutido, passando pelo dedicado até o de estúdio e luzes contínuas.

 

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A medição da luz é feita através do fotômetro. As câmeras possuem fotômetro, mas também temos a opção de usar o de mão. O da câmera mede a luz que é refletida pelo objeto já o de mão pode medir tanto a refletida quanto a que incide no objeto. Precisamos ter em mente que  em algumas situações iremos precisar de rebatedores (para clarear sombras), difusores (para reduzir a dureza da luz) e luz de preenchimento. Com o ganho de experiência aprendemos que nem sempre o fotômetro precisa, ou deverá, estar zerado.

 

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Até tivemos uma boa ideia de como as possibilidades são numerosas. Mais uma vez reforço a necessidade de refletir: quais os equipamentos que preciso para fazer determinado tipo de foto. Eu diria que um flash dedicado é básico, precisamos ter. Já montar um estúdio é mais complicado. É preciso espaço e os custos dos equipamentos costumam ser bastante elevados. Se você fotografa natureza ou as cenas urbanas talvez não compense ter um estúdio. Agora se o seu trabalho é feito indoor pode ser que montar um estúdio seja vantajoso. Existe a possibilidade de locação, também é uma alternativa.

 

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Computadores/softwares: Apple ou PC/OS X ou Windows? Eu não sei se isso ainda gera alguma dúvida, ambos têm prós e contras, mas uma coisa eu sei que continua: os preços são bem diversos. Atente para o processador, memória ram e placa de vídeo e veja qual o melhor custo/benefício para o seu bolso. Calibrar o monitor, acredito que seja obrigatório, vai permitir você ver a imagem na tela corretamente (cor, brilho, contraste, etc.) e a melhor maneira de calibrar é utilizar um dispositivo como o ColorMunki, por exemplo, e também é possível alugar o calibrador.

 

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Para o tratamento de fotos recomendo a dupla da Adobe Lightroom e Photoshop, que uso inclusive no celular. Existem outros programas, mas ainda não experimentei. O Lightroom além dos ajustes na imagem ainda vai ajudar com a organização dos arquivos. À medida que a quantidade de fotos forem aumentando você perceberá como é importante manter os arquivos organizados e devidamente identificados. A Creative Cloud tem desconto especial para professores e estudantes para todos os aplicativos, é sempre bom aproveitar.

HD externo para fazer os backup’s: faça sempre uma cópia de segurança, mesmo se tiver alguma conta na nuvem. Melhor pecar pelo excesso que pela falta. As imagens digitais são dados e como tal podem sumir a qualquer momento. É bom prestar atenção na transferência dos arquivos para hd’s e demais dispositivos, algumas informações podem ficar pelo caminho, o que pode resultar em arquivos corrompidos. Sempre faça a manutenção dos equipamentos!

 

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Impressão: já vimos que as impressoras para Fine Art são diferentes das jato de tinta comuns. Além de possuírem de 8 a 12 cores, elas utilizam pigmentos minerais, o que assegura a qualidade e durabilidade da impressão. No post “Fine Art: Como Ser Certificado Hahnemühle?” tem algumas informações bem interessantes sobre o estúdio de impressão, vale a pena conferir.

Pessoal, pra variar já estourei o espaço. Essa foi mais uma pincelada com relação aos equipamentos e softwares e eu espero ter ajudado com algumas dúvidas mais recorrentes. Lembre-se: o melhor equipamento é aquele que você pode comprar e, por maiores que sejam as possibilidades, procure focar no seu trabalho e aí escolher aquilo que irá proporcionar a melhor execução de seu projeto de/na fotografia. Na próxima semana falarei um pouco sobre fluxo de trabalho e organização de arquivos, o terror de muita gente. Até lá!

Escrito por

Publicitária com especialização em fotografia, blogueira e atualmente estuda Ciências Sociais. Está sempre com os olhos abertos, ouvidos atentos, imaginação fértil e a língua afiada.

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