FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA – FOTOGRAFIA DOCUMENTAL – GUY VELOSO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Guy Benchimol de Veloso nasceu (1969) e trabalha em Belém-PA, metrópole de 1,5 milhões de habitantes no coração da Amazônia. De formação acadêmica em Direito (1991), é fotógrafo desde 1989 com diversas publicações nacionais e internacionais.
Compõe os acervos Essex Collection of Art from Latin America (ESCALA), Colchester-Inglaterra; Coleção Nacional de Fotografia, Centro Português de Fotografia, Porto-Portugal; Pirelli / MASP, Joaquim Paiva/MAM-RJ e MAM-SP.
Participou da 29ª Bienal de São Paulo-2010.
Curador na XXIII Bienal Europalia Arts Festival, em Bruxelas-Bélgica, da pasta de Fotografia Contemporânea Brasileira (junto com Rosely Nakagawa).
Seus ensaios até hoje são feitos com equipamento analógico. Usa apenas lentes 35mm para, como diz, “ter que chegar ainda mais perto das pessoas”, o que em muitos casos torna-se um verdadeiro “corpo-a-corpo” durante grandes procissões e romarias.
Os projetos de cunho antropológico demoram anos para serem apresentados ao público pela extensa pesquisa e envolvimento do fotógrafo. O assunto “religião” é o mais recorrente, em especial, “o uso do corpo como transcendência”. Fé, arte e cultura popular estão presentes intimamente em seu trabalho – como em sua vida.
O que começou no final dos anos 80 como um exercício de expressão pessoal, foi tomando conteúdo em especial a partir da viagem do autor em 1993 por 37 dias a pé no Caminho de Santiago de Compostela, milenar rota espanhola de peregrinação. Porém, o marco para a profissionalização pode ser fincado ao término desta década, quando inicia no sertão do Nordeste brasileiro uma série de investigações sobre o catolicismo popular que vai resultar no Projeto “Entre a Fé e a Febre: Retratos”.
Já em 1998 realizou, com apoio técnico de Antonio Fonseca, o primeiro vernissage transmitido ao vivo pela Internet no Brasil, um dos pioneiros no mundo. Em 1999 lança o livro (de texto e fotos) Via Láctea, já na 7ª Edição. Em 2005 começa a atuar como curador. No mesmo ano integra o livro Fotografia no Brasil: Um Olhar das Origens ao Contemporâneo de Angela Magalhães e Nadja Peregrino.
Em 2007 expôs individualmente na própria fábrica das máquinas e lentes que usa, a Leica, em Solms-Alemanha. Foi tema de documentário para a TV Canal Brasil dirigido por Débora 70.  Em 2011 participou da mostra “GERAÇÃO 00 – A Nova Fotografia Brasileira”, com de curadoria de Eder Chiodetto. Em 2012 é catalogado no livro “150 anos da Fotografia no Brasil” de Boris Kossoy (a ser lançado).
Representações: Galeria Kamara-Kó (Belém-PA) e Galeria Rosely Nakagawa (São Paulo-SP).
Em seu projeto em curso, “Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo”, iniciado em 2012, curado por Rosely Nakagawa, foram fotografados (até abril de 2012) o total de 131 grupos religiosos laicos de caráter secreto (também conhecidos como “Alimentadores de Almas”), boa parte deles nunca antes documentados.
A convite dos curadores Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos, Penitentes participou da 29ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo-2010.

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